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SUMMARY:Defesa de Dissertação de Mestrado — Milena Binatti Ferreira
DESCRIPTION:Defesa de Dissertação de Mestrado \nMilena Binatti Ferreira \nAtividade antifúngica de óleos essenciais frente a fungos dematiáceos \nLocal: Auditório da FCF  \nPresidente\nDrª Derlene Attili de Angelis — CPQBA / Unicamp \nMembros titulares\nProfª Drª Angelica Zaninelli Schreiber — FCM / Unicamp\nProfª Drª Alexandra Christine Helena Frankland Sawaya — FCF / Unicamp \nMembros suplentes \nProf. Dr. Rodney Alexandre Ferreira Rodrigues — CPQBA / Unicamp\nDr. Adilson Sartoratto — CPQBA / Unicamp\nProfª Drª Marcia de Souza Carvalho Melhem — Instituto Adolfo Lutz \nResumo: Fungos dematiáceos são encontrados em todos os ambientes desempenhando diversas atividades\, inclusive como oportunistas e patógenos humano e animal\, papel esse favorecido pela presença de melanina na parede celular\, relacionada com a capacidade de provocar micoses tópicas ou sistêmicas. Antifúngicos sintéticos são utilizados como terapêuticos\, porém com as desvantagens de apresentar efeitos colaterais e provocar resistência fúngica em função dos tratamentos de longo prazo. Assim\, a indústria farmacêutica tem buscado novos princípios ativos na intenção de controlar as doenças causadas por fungos. Considera-se o uso de compostos como os óleos essenciais (OEs) uma alternativa natural importante\, em função da atividade farmacológica que apresentam. Neste contexto\, o objetivo principal do presente trabalho foi avaliar a atividade antifúngica de 8 OEs frente a isolados de fungos dematiáceos ambientais e clínicos\, e determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração fungicida mínima (CFM) dos mesmos. Para tal\, foi empregado o método de diluição em meio de cultura sólido com 5 diferentes concentrações dos óleos (0\,25; 0\,5; 0\,75; 1\,0 e 1\,25mg/mL) acrescidos de 2\,5% DMSO e 0\,5% Tween 80. A avaliação da CIM ocorreu ao final do décimo dia de incubação\, quando foi mensurado o crescimento radial fúngico\, e a CFM durante os 30 dias subsequentes. Além disso\, análises qualitativas e quantitativas da composição química dos OEs foram realizadas por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas (CG-EM). A identificação molecular dos isolados utilizados na CIM ocorreu por meio do sequenciamento da região ITS do DNA genômico e análise de distância filogenética. Os fungos foram submetidos ao teste de tolerância a diferentes temperaturas (28; 30; 33; 37; 40º C) por um período de incubação de 21 dias. Os resultados obtidos da CIM confirmaram que os OEs de Cymbopogon citratus e C. martinii apresentaram a maior atividade inibitória na concentração de 0\,75 mg/mL para todos os isolados testados. Para os isolados clínicos\, o monoterpeno Citral apresentou a CIM de 0\,5mg/mL para Fonsecaea sp. A CFM foi observada na concentração de 1\,0 mg/mL para o isolado Phialophora sp. Para os isolados ambientais\, as melhores CFM foram obtidas com os OEs de C. citratus e Syzygium aromaticum\, que controlaram 46% e 40% do crescimento das culturas fúngicas\, respectivamente. Foi inesperada a ausência de inibição dos óleos de Ocimum basilicum e Melaleuca alternifolia\, principalmente dessa última cujo efeito tem sido relatado em diversas situações. Contudo\, a análise química revelou que o óleo comercial de M. alternifolia utilizado nesse estudo apresentou baixas taxas do composto tido como majoritário (terpinen-4-ol)\, o que pode ter reduzido a qualidade e eficiência do mesmo. Os gêneros de fungos identificados foram Cladosporium\, Cladophialophora\, Curvularia\, Exophiala e Penidiellopsis. O crescimento ótimo dos isolados ocorreu na faixa de 28 a 30°C\, com exceção das linhagens LMA 484 (Curvularia sp.) e LMA 836 (Exophiala bergeri) que cresceram a 37°C. Neste trabalho podemos concluir que para os isolados fúngicos dematiáceos ambientais\, OEs Cymbopogon citratus e C. martinii possuem atividade inibitória e C. citratus e S. aromaticum apresentam ação fungicida. Para os isolados fúngicos dematiáceos clínicos\, o monoterpeno Citral apresentou atividade inibitória e fungicida. Os OEs são promissores para o desenvolvimento de novos fármacos\, como evidenciado nesse trabalho\, e por serem de origem natural contribuem de forma saudável para o bem-estar\, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade.
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